A PROFUNDIDADE SUBVERSIVA DE SUAS PALAVRAS:
"Os bons e os maus resultados dos nossos ditos e obras vão-se distribuindo, supõe-se que de uma maneira bastante uniforme e equilibrada, por todos os dias do futuro, incluindo aqueles, infindáveis, em que já cá não estaremos para poder comprová-lo, para congratularmo-nos ou para pedir perdão, aliás, há quem diga que é isto a imortalidade de que tanto se fala."
"Todos sabemos que cada dia que nasce é o primeiro para uns e será o último para outros e que, para a maioria, é so um dia mais"
"há coisas que nunca se poderão explicar por palavras"
"Há situações na vida em que já tanto nos dá perder por dez como perder por cem, o que queremos é conhecer rapidamente a última soma do desastre, para depois, se tal for possível não voltarmos a pensar mais no assunto"
"O espelho e os sonhos são coisas semelhantes, é como a imagem do homem diante de si próprio"
"Não sou um ateu total, todos os dias tento encontrar um sinal de Deus, mas infelizmente não o encontro."
"Dentro de nós há uma coisa que não tem nome, essa coisa é o que somos"
"Tolerar a existência do outro e permitir que ele seja diferente, ainda é muito pouco. Quando se tolera, apenas se concede, e essa não é uma relação de igualdade, mas de superioridade de um sobre o outro"
"O certo e o errado são apenas modos diferentes de entender nossa relação com os outros"
"Tudo neste mundo tem uma resposta. O que leva é tempo para se formular as perguntas"
"A globalização é um totalitarismo. Totalitarismo que não precisa nem de camisas verdes, nem castanhas, nem suásticas. São os ricos que governam e os pobres vivem como podem"
sexta-feira, 18 de junho de 2010
quinta-feira, 17 de junho de 2010
O RETRATO DE DORIAN GRAY
Dos pensamentos de Dorian Gray:
Oscar Wilde
quarta-feira, 2 de junho de 2010
Colóquio da Delegação Paraná
O nono colóquio da Delegação paraná está fantástico. Grande oportunidade para aqueles que desejam ter um encontro com a psicanálise de orientação lacaniana.
Para estudantes universitários, podem fazer inscrição comigo a um preço especial.
é só me ligar ou mandar e-mail.
41 99229781
rafael_sallet@hotmail.com
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rafael_sallet@hotmail.com
terça-feira, 1 de junho de 2010
Jacques Lacan e a Psicanálise do Século XXI
AS DUAS CLÍNICAS DE LACAN
segunda-feira, 31 de maio de 2010
VOCÊ ESTÁ EM ANÁLISE ?
Por Jorge Forbes
Você está em análise? Etâ perguntinha difícil de responder; vejamos. Primeiro, não basta você dizer que vai a um psicanalista bem titulado, tantas vezes por semana. O carteiro do analista também vai lá com frequência e nem por isso está em análise. Ficou conhecida a história de um paciente que após um bom tempo diz a "seu analista" que está chegando ao fim de seu trabalho. Este lhe responde: - "Engano seu, penso que o senhor está prestes a começar". Entrar em análise é mudar de posição subjetiva: a pessoa para de referir suas queixas às cenas atuais de seu cotidiano e passa a se entender em uma "Outra Cena", como dizia Freud. Isso é difícil de conseguir, pois a realidade sempre alivia o comprometimento de cada um em seu mal-estar, razão pela qual muitas pessoas adoram viver um inferno de vida. Se quisermos traduzir em conceito, entrar em análise é sair de uma moral dos costumes e se instalar na ética do desejo.
Segundo, há que se conhecer a diferença entre Psicanálise e o mar de psicoterapias que são oferecidas. Se até para o profissional, nem sempre é clara, imagine para o leigo. O termo "Psicanálise" adquiriu certo valor de mercado e acaba sendo o cobertor genérico de corpos disciplinares muito diferentes, o mais das vezes, opostos. Em síntese, praticamente todas as psicoterapias seguem o modelo da ética médica: um se queixa, o outro trata; um não sabe, o outro sabe; um é paciente, o outro é atuante. Arrisquemos uma definição: no fundamento do que se chama Psicanálise está sempre - sim - sempre responsabilizar o sofredor em seu sofrimento. Não culpar, atenção, responsabilizar e de uma responsabilidade muito diferente da responsabilidade jurídica, que se baseia na consciência dos fatos. Seria até engraçado que a prática do inconsciente exigisse a responsabilidade consciente. A responsabilidade em Psicanálise, contrariamente à jurídica, é a responsabilidade frente ao acaso e à surpresa. Não dá para ninguém se safar de uma situação dizendo: - "Ah, só se foi o meu inconsciente", como se ele fosse 'um moleque irresponsável que não tem nada a ver comigo'. A Psicanálise se define por sua ética, como queria Lacan, e a ética da Psicanálise é o avesso da ética médica, por conseguinte, das psicoterapias. Isso não quer dizer que uma coisa seja melhor que a outra, mas que é fundamental reconhecer as diferenças para que haja uma colaboração efetiva entre os campos clínicos e não mútuo borrão, como soe acontecer.
Terceiro, finalmente, fazer análise hoje é igual aos tempos de Freud? Sim e não. Sim, no que tange ao fundamento do inconsciente; não, na diferença de sua expressão. Desde Freud até muito recentemente, digamos há uns trinta anos, fazer análise era se conhecer melhor e, por isso, agir de maneira menos infestada de comprometimentos psicopatológicos. O se "conhecer melhor" se obtinha na análise do Complexo de Édipo, matriz da significação do comportamento humano, verdadeiro software genial que Freud invene - tou para entender como uma pessoa pode operar o hardware mundo, que não lhe é em nada natural. Por quase cem anos acreditamos que o mundo era edípico, e era mesmo, se edípico é um mundo que institui um padrão de significação vertical e superior, no caso, o Pai. O paciente de ontem, por viver em um mundo padronizado, sabia onde queria chegar e se perguntava sobre o que lhe amarrava a sua vida, daí o foco no passado. Entramos, agora, em uma nova configuração do laço social: a globalização privilegia a horizontalidade sobre a verticalidade constituindo uma sociedade em rede, muito distinta da piramidal da qual nos afastamos no bonde da História. Se hoje o Édipo ainda funciona, sua abrangência de leitura do fenômeno humano é mais restrita e, em decorrência, uma clínica nele centrado também o é. Necessitamos de uma clínica além do Édipo. O paciente de hoje, mais que do passado, quer saber do seu futuro. Ele não se pergunta o que o impede de chegar a um objetivo, pois o problema, quando se quebram os padrões, é saber qual é o seu objetivo entre as inúmeras possibilidades, fato que o angustia. Paradoxalmente, uma análise vai lhe mostrar que há um limite ao conhecimento e que fazer uma análise não é conhecer mais, mas se defrontar com o impossível de tudo saber, frente ao qual só resta uma possibilidade: a de inventar uma solução e a de publicá-la, suportando o risco de seu desejo. Uma análise hoje, pós-edípica, deverá ser capaz de transformar a angústia imobilizadora em criativa; a rigidez em flexibilidade; a moral da necessidade em ética do desejo.
(artigo publicado na Revista Psique - número 51)
Você está em análise? Etâ perguntinha difícil de responder; vejamos. Primeiro, não basta você dizer que vai a um psicanalista bem titulado, tantas vezes por semana. O carteiro do analista também vai lá com frequência e nem por isso está em análise. Ficou conhecida a história de um paciente que após um bom tempo diz a "seu analista" que está chegando ao fim de seu trabalho. Este lhe responde: - "Engano seu, penso que o senhor está prestes a começar". Entrar em análise é mudar de posição subjetiva: a pessoa para de referir suas queixas às cenas atuais de seu cotidiano e passa a se entender em uma "Outra Cena", como dizia Freud. Isso é difícil de conseguir, pois a realidade sempre alivia o comprometimento de cada um em seu mal-estar, razão pela qual muitas pessoas adoram viver um inferno de vida. Se quisermos traduzir em conceito, entrar em análise é sair de uma moral dos costumes e se instalar na ética do desejo.
Segundo, há que se conhecer a diferença entre Psicanálise e o mar de psicoterapias que são oferecidas. Se até para o profissional, nem sempre é clara, imagine para o leigo. O termo "Psicanálise" adquiriu certo valor de mercado e acaba sendo o cobertor genérico de corpos disciplinares muito diferentes, o mais das vezes, opostos. Em síntese, praticamente todas as psicoterapias seguem o modelo da ética médica: um se queixa, o outro trata; um não sabe, o outro sabe; um é paciente, o outro é atuante. Arrisquemos uma definição: no fundamento do que se chama Psicanálise está sempre - sim - sempre responsabilizar o sofredor em seu sofrimento. Não culpar, atenção, responsabilizar e de uma responsabilidade muito diferente da responsabilidade jurídica, que se baseia na consciência dos fatos. Seria até engraçado que a prática do inconsciente exigisse a responsabilidade consciente. A responsabilidade em Psicanálise, contrariamente à jurídica, é a responsabilidade frente ao acaso e à surpresa. Não dá para ninguém se safar de uma situação dizendo: - "Ah, só se foi o meu inconsciente", como se ele fosse 'um moleque irresponsável que não tem nada a ver comigo'. A Psicanálise se define por sua ética, como queria Lacan, e a ética da Psicanálise é o avesso da ética médica, por conseguinte, das psicoterapias. Isso não quer dizer que uma coisa seja melhor que a outra, mas que é fundamental reconhecer as diferenças para que haja uma colaboração efetiva entre os campos clínicos e não mútuo borrão, como soe acontecer.
Terceiro, finalmente, fazer análise hoje é igual aos tempos de Freud? Sim e não. Sim, no que tange ao fundamento do inconsciente; não, na diferença de sua expressão. Desde Freud até muito recentemente, digamos há uns trinta anos, fazer análise era se conhecer melhor e, por isso, agir de maneira menos infestada de comprometimentos psicopatológicos. O se "conhecer melhor" se obtinha na análise do Complexo de Édipo, matriz da significação do comportamento humano, verdadeiro software genial que Freud invene - tou para entender como uma pessoa pode operar o hardware mundo, que não lhe é em nada natural. Por quase cem anos acreditamos que o mundo era edípico, e era mesmo, se edípico é um mundo que institui um padrão de significação vertical e superior, no caso, o Pai. O paciente de ontem, por viver em um mundo padronizado, sabia onde queria chegar e se perguntava sobre o que lhe amarrava a sua vida, daí o foco no passado. Entramos, agora, em uma nova configuração do laço social: a globalização privilegia a horizontalidade sobre a verticalidade constituindo uma sociedade em rede, muito distinta da piramidal da qual nos afastamos no bonde da História. Se hoje o Édipo ainda funciona, sua abrangência de leitura do fenômeno humano é mais restrita e, em decorrência, uma clínica nele centrado também o é. Necessitamos de uma clínica além do Édipo. O paciente de hoje, mais que do passado, quer saber do seu futuro. Ele não se pergunta o que o impede de chegar a um objetivo, pois o problema, quando se quebram os padrões, é saber qual é o seu objetivo entre as inúmeras possibilidades, fato que o angustia. Paradoxalmente, uma análise vai lhe mostrar que há um limite ao conhecimento e que fazer uma análise não é conhecer mais, mas se defrontar com o impossível de tudo saber, frente ao qual só resta uma possibilidade: a de inventar uma solução e a de publicá-la, suportando o risco de seu desejo. Uma análise hoje, pós-edípica, deverá ser capaz de transformar a angústia imobilizadora em criativa; a rigidez em flexibilidade; a moral da necessidade em ética do desejo.
(artigo publicado na Revista Psique - número 51)
quinta-feira, 29 de abril de 2010
Produção dos Quatro Discursos - algumas considerações - Seminário XVII O avesso da Psicanálise - Lacan
O Discurso se estabelece como uma estrutura, e como tal, ele não necessita da palavavra, pois o discurso ele se estabelece enquanto laço social na linguagem, que supera a palavra e a própria enunciação.
O primeiro capítulo do Avesso da Psicanálise Lacan introduz as letras de sua álgebra, que ocuparão lugares na estrutura dos discursos.
S1 - siginficante mestre, de onde parte a definição do discurso, que num primeiro momento é marcado pelo campo do grande Outro, é aquele que intervém naquilo que já está como saber instituído na bateria significante, é um interventor nesta rede de saber do grande Outro.
S2 - é o saber constituído, a bateria dos significantes
$ - sujeito barrado, também pode ser visto como sintoma, ele se dá ao ser representado pelo S1 quando este faz sua intervenção no saber constituído, na beteria significante.
a - pequeno a, que no seminário anterior, De um Outro ao outro, estabelece-se como o outro pequeno, que se apresenta tanto como causa do desejo, como mais-de-gozar.
lacan diz:
Tudo que fica no lado direito da álgebra lacaniana, estará no campo do grande Outro, do saber, e as letras a esquerda no campo do Sujeito - $ .
Há um quarto de giro em sentido horário, que vai estabelecer quatro posições possíveis da estrutura que vai identificar um determinado discurso.
o do mestre,
o da histérica
o universitário
e o do analista
O primeiro capítulo do Avesso da Psicanálise Lacan introduz as letras de sua álgebra, que ocuparão lugares na estrutura dos discursos.
S1 - siginficante mestre, de onde parte a definição do discurso, que num primeiro momento é marcado pelo campo do grande Outro, é aquele que intervém naquilo que já está como saber instituído na bateria significante, é um interventor nesta rede de saber do grande Outro.
S2 - é o saber constituído, a bateria dos significantes
$ - sujeito barrado, também pode ser visto como sintoma, ele se dá ao ser representado pelo S1 quando este faz sua intervenção no saber constituído, na beteria significante.
a - pequeno a, que no seminário anterior, De um Outro ao outro, estabelece-se como o outro pequeno, que se apresenta tanto como causa do desejo, como mais-de-gozar.
lacan diz:
"é no instante mesmo em que S1 intervém no campo já constituído dos outros significantes, na medida em que eles já se articulam entre si como tais, que ao intervir junto a um outro, do sistema, surge isso, $, que é o que chamamos de sujeito como dividido... nós sempre acentuamos que desse trajeto surge alguma coisa definida como uma perda. É isso que se a letra que se lê como sendo o objeto a."
Tudo que fica no lado direito da álgebra lacaniana, estará no campo do grande Outro, do saber, e as letras a esquerda no campo do Sujeito - $ .
o do mestre,
o da histérica
o universitário
e o do analista
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lacan,
o avesso da psicanálise,
seminário XVII
domingo, 4 de abril de 2010
sexta-feira, 26 de março de 2010
http://www.psicanaliselacaniana.com/mural/textos/4_resumos_sobre_um_primor_de_curso.htm
Para quem está fazendo leitura do seminário 17, eis o link do que há de mais recente em discussão dentro da Escola Brasileira de Psicanálise
FILME RECOMENDADO
Em breve postarei um resumo do artigo da psicanalista Nhomi Ibanez Brown, que no estudo do filme trata da passagem ao ato e a reconstituição do sujeito frente a um novo significante.
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